Siarom Selopreih
A vida é poesia efêmera,  que pereniza a nossa história.
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02/04/2012 12h26
Presente

Presente

A vida é um presente. E o presente é o presente dos presentes. Mesmo assim, nem sempre gostamos do que recebemos. Lamentamos a perda do que passou. Reivindicamos futuro melhor. Enquanto isso, muitas vezes, descuidamos do que está acontecendo agora ou, simplesmente, não entendemos o que acontece.


Publicado por Siarom Selopreih em 02/04/2012 às 12h26
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18/05/2007 18h26
Que professor sou eu?
A professora Nádia era rigorosa, exigente, brava. Mas, um dia, vi a professora Nádia chorar e enxerguei a bela pessoa que era. A Lúcia Helena sempre estava feliz e transmitia paz. Ficou magoada comigo, porque entendeu que eu não gostava dela. Foi um equívoco, adorava-a. O João Batista era calmo. Pacientemente, explicava e refletia. A Ismênia gostava de cantar. Escolhia sempre uma música bonita do Chico. O professor Álvaro era objetivo, prático, tudo muito certo e pontual.

Pensando sobre eles, vejo que sou soma. Imito-os para, cada vez mais, encontrar-me sendo o professor que gostaria de ter.

Publicado por Siarom Selopreih em 18/05/2007 às 18h26
 
13/05/2007 02h51
Reflexão
Estudei o primeiro e segundo graus na rede pública do Distrito Federal. Naquela época não faltavam professores. O uniforme era exigido. Se chegasse atrasado ou desuniformizado não entrava. Ao chegarmos, organizavam-nos em filas por turma e série. Aprendíamos vários hinos. Acho que até hoje sei o hino do Exército, da Marinha, além de outros. Década de 70, toda sexta-feira havia Hora Cívica. Em posição de sentido, cantávamos patrioticamente o Hino Nacional. A escola era tradicional, mas não tínhamos aulas de Ensino Religioso, portanto, era moderna. Havia questionários de Estudos Sociais, tabuadas, conjugação de verbos e tantos outros "decorebas". No 2ºgrau, foi a vez do curso profissionalizante. Fiz o curso Técnico em Contabilidade no Elefante Branco. A idéia era sair um profissional. Não precisaria fazer faculdade. Mas, a verdade é que os cursos não eram bons. Não atendiam ao mercado como o desejado. No final das contas, nem profissionalizavam, nem preparavam para o vestibular. Nessa fase, a escola era tecnicista. Não só porque o ensino era técnico, mas porque existia uma preocupação com as técnicas aplicadas ao conteúdo e uma valorização maior da burocracia. Hoje, ouço muita afirmação sobre o sentido patriótico dos militares: "naquela época sim, se valorizava os símbolos nacionais". Tudo era pano de fundo de uma peça em que os atores desconheciam o que realmente acontecia. Realmente, o mais importante nós não sabíamos. Não tínhamos consciência de vivermos sob um regime de exceção. Fala-se muito nas mortes, nas torturas, que sem dúvida, são trágicos fatos históricos. Mas, não se fala dessa geração crescida e formada (ou deformada) pela ditadura. Só agora, parei para pensar no que éramos. A obediência, um valor extremamente ressaltado, cultivado...Não podíamos refletir, pensar. Tínhamos apenas que obedecer cegamente. No 2ºgrau, lembro-me da primeira greve de professores da Fundação. 1979, ares de mudança. Os alunos ajudaram os professores a fazerem piquetes. Já não éramos tão obedientes e ouvíamos vozes como a voz de Lúcia Ivanov, professora de português que sempre nos convidava à reflexão dos textos e contextos. A experiência não se passa, a vivência não se passa. Só quem experimenta vivencia o que experimentou. Os fatos de supra-estrutura escondem coadjuvantes da História e os processos realmente vividos. Os bastidores do período de exceção merecem ser estudados, sobretudo aproveitando a geração que nasceu e cresceu com esse regime ditatorial.

Publicado por Siarom Selopreih em 13/05/2007 às 02h51
 
03/05/2007 23h18
Como nasceu Siarom Selopreih
" - Você também se chama Fernando? - pergunto, mal conseguindo acreditar nos meus olhos.
- Odnanref - responde ele, e era como se eu próprio tivesse falado: sua voz era igual à minha.
Sim, Odnanref. Fernando de trás para diante."
(SABINO, Fernando. O menino no espelho. 55ª ed. - Rio de Janeiro: Record, 1999, p.132.)

A partir da leitura do livro de Fernando Sabino, há alguns anos..., a idéia ficou pulsando em minhas veias. Portanto, não houve nenhuma originalidade na inversão do nome para a criação de Siarom Selopreih.

O nome já se apresentava incomum, único. Ao invertê-lo, tornou-se mais estranho, mas perdeu a exclusividade que o nome Hiérpoles ainda tem.

Gosto da sonoridade do pseudônimo. Lembra-me uma espécie de mantra.

Parece paradoxal, todavia, ao ser inverso (o nome), o verso sai com muito mais liberdade.

Em tempo, se ainda não leu, não deixe de ler "O menino no espelho". Ótima leitura!

Publicado por Siarom Selopreih em 03/05/2007 às 23h18